Da impressão do Sublime

Grande é o homem que não põe como meta principal de sua vida e atitude a própria pessoa; cujo esforço principal, no qual emprega todas as suas forças, não se direciona para nada de individual, consquentemente para nada de subjetivo, mas sim objetivo, ou seja, algo a existir para ele como mero objeto, mera representação. Sua meta mesma pode ser qualquer outra, mas , desde que não seja bem-estar de sua pessoa, e ele, com todo empenho de suas forças, trabalhe por essa meta, então esse homem é grande;  seu obejtivo, por exemplo, pode ser diminuir o sofrimento da humanidade – sua vida é um contínuo fazer bem, e ele pode passá-la, como Howard, visitando as prisões com o futo de aliviar, em sua pátria, o destino dos encarcerados – ou então consumar um grande épico, no qual despende sua vida; ou ainda ampliar em algum domínio o saber humano, vivendo apenas para isso, negligenciando todos os fins pessoais, pois vê sua vida meramente como um meio para antingir tal objetivo; ou pode viajar ao interior da África, estudar o Alcorão, deixar-se circuncidar; ou, finalmente, deseja ser um grande herói e coisas semelhantes. No entanto, caso haja vaidade, ele não é grande. Alguém é grande se sua pessoa e sua vida são mero meio para um fim objetivo; sim, mesmo que esse fim seja um atentado, como por exemplo Louvek. Daí se conclui que ser bom é preferível a ser grande. Ao cotrário, pequeno é tudo o que é individual, isto é, todo cuidado e aflição com a própria pessoa. Evidentemente, segue-se que, via de regra, o homem tem de ser pequeno; e isso ele é. Grandes homens são exeções raras. Pode-se dizer ( Para que leu metafísica do belo, parte da ética, vai entender melhor): quem é pequeno conhece seu ser meramente na própria pessoa, uma pequenez a esvaecer entre tantas milhares de outras; já quem é grande conheceu seu ser, seu si-mesmo em todos os outros e na totalidade das coisas: essa totalidade, portanto algo objetivo, é seu fim: ele procura concebê-la ou atuar sobre ela, pois sente que ela não lhe é estranha, e sim diz-lhe respeito –  isso o torna grande. Pequeno é quem vive apenas microsmo; grande é quem vive no macrocosmo. Os homens, em geral, são pequenos; e são sempre pequenos, nunca podem ser grander. Mas o contrário não é possível, que um grande homen seja sempre grande, pois, como homem, ele não pode deixar de se ver, muitaz vezes, como indivíduo, sendo assim pequeno. Por conseguinte, nenhum herói também o é diante de seu serviçal.

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